quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Perder

Taí palavra que eu diria rara no meu vocabulário. A última vez que eu a usei foi nessa última segunda, quando vi o ônibus levar a única coisa que eu tinha como gancho pra minha estabilidade e alegria.

Eu perdi, e perdi feio. Mas não por falta de competição, nao por falta de garra, mimimi. Perdi unicamente por que sou perfeita. Parece ridículo isso, mas é verdade.

É angustiante dizer, mas a perfeição não existe. E quem admira e procura essas virtudes no mundo tem grande chance de se tornar um doente mental.

Quando paro pra ver os zilhões de motivos que fizeram eu ter sofrido por vários meses, sinto que não foi inútil... mas sinto uma enorme sensação de impotência. Não poder lutar pelo que eu quero é frustrante demais. Nunca houve a oportunidade, de fato. Mas havia o sentimento. Porém não é só de sentimento que vive o homem. Aliás, esse sentimento existe? Não. Acho que era só uma análise sobre mim, com outro nome.



Os detalhes são encantadores, ao mesmo tempo desastrosos. Cada coisa boa que lembro, me deixa mais deprimida por ter perdido.


Eu tou sumida por uns dias do circulo social. As pessoas que convivem comigo talvez não entendam, mas eu preciso ficar só. Talvez seja uma parte do tratamento para eu me curar.


Depois de tantos meses, resumo minha história a uma doença. Aquela enxaqueca chata, igual a que tive em meados de agosto.

Dizem que eu não tenho sentimentos. Eu só consigo demonstrar sentimento com segurança. Eu só tenho segurança quando estou sozinha.


Infelizmente, não vou mais lutar. Perdi. Perdi por uma coisa que não chega nem aos meus pés, que está bem abaixo de mim. Perdi porque não sou uma pessoa que tenha experiencia de vida e estabilidade material [estou sendo educada]. Acho ridículo pessoas que agem assim. Mas entro em contradição assim que penso na pessoa que agiu.





"Acho que sei perder
E não será a primeira vez
Hoje é você, amanhã será quem for
Serei um bom perdedor
E meu mundo não vai mudar
Até que alguém ocupe o seu lugar".




Música feia e loser da muléstia. Mas ela descreve exatamente como me sinto.

Queria que tudo que foi dito aqui fosse um sonho ruim. Tá doendo muito essa realidade.

Ouvindo Peste Noire - 666 Millions D'Esclaves Et De Déchets

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